O comércio eletrônico no Brasil está em forte expansão. Segundo a e-bit, o faturamento no primeiro semestre de 2011 foi de R$ 8,4 bilhões, com um crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2010 e cerca de 25 milhões de pedidos de compra realizados. A expectativa é que até o final de 2011 o e-commerce nacional alcance um faturamento de R$ 18,7 bilhões, o que significaria um acréscimo em torno de 26% em relação a 2010, quando o setor faturou R$ 14,8 bilhões.

Estes números não incluem o segmento de compras coletivas, que também cresce a clicks largos e deve faturar entre R$ 900 milhões e R$ 1,2 bilhão este ano.
A previsão é encerrar 2011 com 32 milhões de consumidores online, o que representa uma penetração de aproximadamente 40% no universo de internautas do país. Desses, cerca de 4,7 milhões de pessoas devem experimentar no ano corrente a sua primeira compra virtual, e a chance de gostarem é grande.
A economia aquecida, a entrada de novos consumidores com destaque para uma massa de menor poder aquisitivo, mas volumosa, a tendência de popularização da banda larga, os recordes de vendas de PCs, notebooks e outros dispositivos como os tablets certamente são fatores macro que comprovam o momento de pujança do comércio eletrônico brasileiro. Mas a experiência de compra online é individual e é justamente ela que vai arrebatar o coraçãozinho online, e o bolso real dos e-consumers.

A experiência de compra online bem sucedida é, talvez, a melhor estratégia de convencimento e adesão ao comércio eletrônico, pois oferece inúmeros benefícios ao consumidor. Vejamos:

Comodidade – Pode até ser um conceito que parece batido, mas continua sendo verdade. A maioria das lojas virtuais funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou seja, o consumidor tem liberdade para comprar no horário que lhe for mais conveniente, seja em casa, no trabalho, ou até mesmo em trânsito. Isso vale ouro numa época em que o tempo é um bem escasso.

Variedade – Do pedido de uma pizza à aquisição de um automóvel, encontra-se praticamente de tudo na internet. Vale destacar os nichos de produtos ou segmentos altamente especializados que, por possuírem raros pontos-de-venda físicos, encontram no ciberespaço um ambiente comercialmente propício. De produtos usados a produtos que ainda nem chegaram (pré-lançamentos), a oferta na rede é ampla e irrestrita.

Informação – Já imaginou chegar numa loja e pedir ao vendedor explicação sobre os atributos de uma TV e compará-la com outra, e mais outra e mais outra. Em meio à avalanche de perguntas, ele tenta se lembrar dos treinamentos de produto que recebeu e vai ficando nervoso porque tem mais gente entrando na loja enquanto você quer saber se o modelo da marca X tem 4 ou 5 entradas HDMI, qual o consumo de energia do aparelho da marca Y e por aí vai. Bem, pela internet isso é possível de se fazer com um grau de detalhamento e precisão que só uma máquina consegue armazenar, e o melhor de tudo, no seu tempo. Vídeos, fotos, chats e links para outros sites são apenas alguns recursos que você pode utilizar e, se mesmo depois de 2 horas se informando não quiser comprar, o computador não irá fazer cara feia quando você sair da loja sem levar nada.

Colaboração – Ainda está na dúvida se deve levar o produto ou não. Pesquise e encontrará depoimentos de outros consumidores, opiniões diferentes, gente que recomenda uma boa compra ou a desaprova caso não tenha gostado, simplesmente porque colaborar faz parte do espírito dessa tal de internet. Agora imagine você no meio de uma loja perguntando aos outros clientes se eles já compraram e indicam aquele celular que você tanto gostou. É bem provável que você ganhe uma camisa-de-força de brinde.

Preço – Aqui a concorrência também está do lado do consumidor. Achou caro? Procure outro site. Ainda não está satisfeito? Acesse outra loja. Além de economizar no mínimo um pouco de sola de sapato (e um bom tempo) você conseguirá em poucos clicks ou toques na tela montar um panorama do que o mercado oferece. Quer saber quanto fica em 1, 2, 10 vezes? Quer simular um financiamento? Também pode. E muitos desses recursos estão ali disponíveis com interfaces amigáveis e intuitivas.
Pagamento – Na internet cerca de 80% das compras são realizadas através de cartão de crédito, mas outras opções como boleto online, débito online e até mesmo os meios digitais seguros com PayPal e PagSeguro, em que os valores não são imediatamente repassado ao lojista estão cada vez mais disponíveis e dão mais confiança ao consumidor virtual para realizar suas compras.

Considere também que há um aspecto lúdico do e-commerce que lembra um videogame com etapas que vão sendo cumpridas. Já a entrega que, por ser um fator crítico, ao ocorrer dentro do prazo estipulado – e as empresas estão se estruturando para que sua logística funcione de forma cada vez mais eficiente – é bastante provável que torne a sua experiência de compra positiva e agradável. Com a certeza que nesse tipo de compra é o cliente quem está no comando, provavelmente você se tornará um consumidor eletrônico fiel. Então, boas compras online!

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