Seria o cross docking a melhor opção para um e-commerce?

Seria o cross docking a melhor opção para um e-commerce?
Cross Docking em Lojas Virtuais

Atualmente muita gente se pergunta seo o cross docking seria o sistema de gestão de estoque em uma loja virtual. Será? O sucesso de um e-commerce está relacionado intimamente com o gerenciamento do estoque, que leva ao ponto principal de quem decide investir em vender pela internet: a taxa de conversão, ou seja, a lucratividade da empresa.

O metro quadrado do espaço de armazenamento de produtos não é o único ponto a ser analisado no processo. Inclusive, há teorias a respeito dos sistemas ideais para atender a demanda do pequeno, médio e grande varejista virtual e também do comércio eletrônico que trabalha sob demanda. Seria o caso da opção pelo cross docking no e-commerce?

Para esse empresário, que comercializa produtos customizados ou até mesmo perecíveis, o mais indicado é que adote a técnica conhecida como Cross Docking, onde não há o armazenamento prévio dos produtos. O sistema de distribuição just in time aparece como uma evolução do conhecido processo de estocagem. Com ele, as compras são feitas a partir de pedidos executados ou próximos de ser efetuados. Justamente por isso, o custo é mais reduzido.

Por ser operacionalmente mais simples, o Cross Docking já é utilizado por empresas de tamanhos variados. Ainda assim é mais indicado para o pequeno empreendedor, que sem um estoque maciço dos produtos reduz perdas financeiras com uma equipe própria, depreciação do item, entre outros. Como consequência, o empreendedor virtual estará mais vulnerável ao fornecedor e também deverá aumentar os prazos de entrega além de redobrar os cuidados com a logística. Ainda existe o lado positivo de oferecer aos clientes um leque maior de artigos para compra, já que não será necessário manter os produtos em estoque.

Estoque dedicado para lojas virtuais

Talvez a frase mais odiada pelos e-consumidores seja “Produto não disponível” e, claro, as suas variações. Ela leva à perda das vendas e provavelmente de alguns clientes, que insatisfeitos correm para os concorrentes. Por isso, ainda é válido para alguns empresários optar pelo estoque dedicado ao comércio eletrônico. Aquele em que um galpão é preenchido de itens, com preferência dos mais procurados. O problema é que invariavelmente ele trará despesas de manutenção de equipamentos, de pessoal, espaço ocupado por m2.

Em qualquer circunstância, mas especialmente quando se trata de estoque dedicado, o empresário precisa cultivar um bom relacionamento com os fornecedores, para que em situações de risco como as de flutuações de vendas – demanda acima do comum, que acontece inesperadamente –, ele possa contar com prazos mais curtos de entrega dos produtos.

Manter uma quantidade generosa dos produtos mais procurados diminui a possibilidade de pecar contra o desejo do cliente de comprar imediatamente. Ele com certeza sairá em busca (orgânica) por outra loja. De acordo com Daniel Ribas, coordenador de novos negócios da JET Tecnologia, ter o chamado estoque de segurança reduz bastante os riscos de perder vendas por ineficiência na gestão do estoque. “Trabalhar com fornecedores mais ágeis é um ponto importante. Em sua companhia vêm custos menores de manutenção dos produtos e um estoque mais reduzido”, explica.

Físico x Virtual

A empresa física que parte para a atuação virtual pode utilizar conjuntamente apenas um estoque, que atenda a demanda operacional dos dois ambientes de venda. Para esta opção, as duas empresas precisam de um único sistema para o planejamento dos recursos empresariais, o chamado ERP. A unificação dos processos impede a venda de produtos esgotados e até mesmo o atraso nas entregas, que quebra a relação de confiança do cliente com o site de comércio eletrônico.

Qual sua opinião sobre a questão do cross docking no e-commerce?

Fonte: E-commerce Brasil

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