Marketing Digital: o abismo entre o ser e o fazer

Até onde vale a pena uma empresa estar em mais de duas mídias sociais, ter um blog, divulgar em sites etc. se não participa, não interage, ou aparece uma vez por mês apenas para dizer “olá” ao seu público?

O debate não é novo, mas, mesmo com tantos artigos, tantos fóruns, tantos bons profissionais no mercado, ainda existe um grande desconhecimento sobre a forma de atuação das empresas nos meios digitais.

Segundo a Wikipédia, marketing digital são ações de comunicação que as empresas podem se utilizar por meio da internet, da telefonia celular e de outros meios para divulgar e comercializar seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar as suas redes de relacionamentos. Neste campo, enquadram-se os termos redes sociais, mídias sociais, viral, entre outros.

Já vi muitos cases de empresas que iniciaram suas ações na web com a justificativa de que apenas fazem marketing digital por este ter baixo custo – “ah, isso de entrar no Orkut é bem mais barato do que fazer um folder”. E é realmente muito comum encontrar exemplos assim. Mas, será que estar (se fazer presente) na web é o mesmo que atuar? Deixar a brecha – com essas negligências – para as pessoas falarem da sua marca ainda vai ser mais barato?

A velocidade da informação é algo incontestável. O brasileiro é um público muito participativo na web; já somos o quinto no ranking – um dos vários indicativos mostrou que ficamos 70 horas mensais conectados. Mais que isso, somos um povo crítico e exigente. Não basta lançar, no Twitter, um “bom dia, temos uma nova promoção”; as pessoas querem mais, querem muito mais do que isso para, talvez, se transformarem em consumidoras da sua marca.

Pois existem muitas empresas que ainda pensam que só fazer a conta no Orkut, no Twitter ou no Facebook já “modernizou” a marca. Digo isso porque sigo muitas empresas no Twitter. Sou o tipo de seguidora não cliente (da maioria delas), apenas para ver como é o tratamento, como é a presença delas. Inclusive, tive muitos “apoios” quando questionei no Twitter: do que vale ter 10 mil seguidores, seguir 11 mil pessoas, se a marca não conversa com nenhuma delas? Não é uma marca sociável; demonstra mais um “respostas automáticas” do que algum carisma.

Faça o teste. Não precisa procurar muito e você vai encontrar bem fácil exemplos assim. E, pelo rumo, você percebe quando é o filho do sobrinho do amigo do sócio que está sendo o “especialista em mídias sociais”, ou quando a pessoa que está à frente realmente sabe o que está fazendo. E neste parágrafo incluo as sábias palavras da Marisa Lemos, que disse: “Marketing Digital não é para ignorantes!”

Fonte: Coletivo Mídia Boom

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